Introdução
Um dos mais difíceis e importantes desafios da civilização tecnológica é o consumo excessivo das sociedades ricas.
Aqueles que dizem que há um problema de excesso de consumo dizem que nas sociedades ricas, muitas unidades de produtos estão sendo desenvolvidos, produzidos, vendidos e descartados. Muitos destes itens são produzidos de maneira ineficiente, de forma a produzir mais poluição por unidade do que o necessário.
Isto ocorre, em parte, porque executivos procuram incessantemente por nichos de mercado e porque um número crescente de consumidores possui dinheiro e disposição para comprar inovações. Esta demanda do consumidor induz desenvolvedores a criar mais commodities e serviços.
Discussões acerca de excesso de consumo geralmente focam nas compras do consumidor, pois a fatia das famílias no PIB em países desenvolvidos é cerca de dois terços do mesmo. Entretanto, uma fração substancial de atividade econômica é criada por vendas de um negócio para outro; como por exemplo: clipes de papel, prédios comerciais, veículos, computadores, passagens aéreas, etc. Governos também contribuem, à sua maneira, comprando desde titânio à barracas.
Governos também estimulam o consumo de forma indireta. Subsídios e queda nos impostos incentivam empresas a investir em novas plantas e equipamentos; da mesma forma, a manutenção de estradas e rodovias encoraja o transporte de frete e de pessoas; nos EUA, o subsídio para a casa própria incentiva a construção de mais casas, cada vez maiores. Entretanto, algumas destas práticas citadas anteriormente, possuem efeitos positivos. Por que então, são referidas como consumo excessivo? E por que este é visto como um problema?
Primeiramente, relativo ao que muitos ecologistas acreditam que seja a capacidade máxima do planeta, já há poluição suficiente sendo introduzida ao meio ambiente e é possível verificar seus efeitos desestabilizantes. Por exemplo, a maioria dos cientistas acredita que mudanças de clima estão ocorrendo e a principal causa é a liberação de dióxido de carbono e outros gases.
Em segundo lugar, há uma relação linear entre taxas de consumo e a quantidade de substâncias tóxicas liberadas ao ar, água e terra. Um caso recente, é a de alto uso dos chamados CFCs em aerossóis e gases para refrigeração durante o século XX, que foram um erro terrível para o meio ambiente e agora devem ser eliminados.
Terceiro, na nação mais perfurada do mundo, os EUA, estima-se que mais da metade do petróleo conhecido já foi usado; e que a terra como um todo, espera ultrapassar esta marca em uma década ou duas. Enquanto alguns otimistas acreditam que ainda existem vastas quantidades de reservas a serem descobertas, o instituto de pesquisa dos EUA calcula que 75% das reservas de petróleo e 66% das de gás natural já foram descobertos. Estima-se que um cidadão americano utiliza cerca de 500 galões de gasolina ao ano e este número não está abaixando.
Quarto, habitações humanas, estradas e outras atividades estão interferindo no habitat de várias espécies. Estimativas divergem, mas em geral, acredita-se que mais e mais espécies estão sendo extintas e os prospectos futuros são de diminuição de megafaunas como a de orangotangos e a de pandas.
No geral, os consumidores dos EUA lideram o ranking do consumo excessivo com cada um indiretamente e diretamente usando cerca de 23 toneladas de material anualmente.
Usuários finais tem certa culpa por isto, mas engenheiros também ajudam a criar esta situação pela forma como eles desenvolvem e operam tecnologias de produção e de distribuição. Se é factível rearranjar o consumo de forma mais eficiente, como Paul Hawken e outros pensam, isto significa que engenheiros que trabalham em ou ajudam a montar estratégias onde há desperdício estão violando padrões éticos?
Além disso, especialistas em Psicologia detectaram um novo estilo de vida, onde pessoas que possuem status de workaholics e estressadas caracterizam uma nova porção do público dos EUA. Termos como febre de luxúria se traduzem na diminuição da felicidade das democracias ao redor do mundo e a primeira causa apontada é a sociedade ultra consumista.
Consumismo como um problema ético
Bom, se o excesso de consumo está ocorrendo e se as suas consequências são tão sérias, necessariamente há alguma relação entre engenheiros e sua ética?
O periódico Ética para Ciência e Engenharia, desde sua criação em 1995 publicou muito pouco sobre meio ambiente e nada realmente ligado ao excesso de consumo ou sociedade consumista. Além disso, ecologistas especializados em indústria pedem para que os engenheiros sejam responsáveis por uma produção mais limpa, mas não dizem muito sobre a ética relacionada a isto.
Ainda que um componente ético para o problema de sustentabilidade/consumo pareça ser inescapável. Desde pequenas transações até questões mais filosóficas da humanidade, usa-se a razão moral para descobrir o que constitui um balanço apropriado em nossos gostos individuais, os direitos dos outros em nossas esferas imediatas de influência e o bem coletivo. De acordo com alguns sistemas éticos, nós também temos obrigações com as futuras gerações. Estas expectativas se aplicam de alguma forma especial, a engenheiros que tecnologicamente facilitam o consumismo? Para pensar sobre isto, consideraremos três lentes de responsabilidade ética.
Lentes de Responsabilidade Ética
No primeiro nível, o mais minimalista, requer que engenheiros apenas "trabalhem conforme os padrões de procedimentos de sua profissão" e seus deveres são "definidos pelos termos da sua empresa" e passíveis das leis aplicáveis. Poucos eticistas de engenharia acreditam neste ponto de vista, em parte porque enfatiza um lado negativo da responsabilidade e encoraja a desculpa "é o trabalho dele, não o meu". O foco é na falha individual e estritamente interpretada passa a ideia de: "evite a culpa" e "fique longe de problemas".
Entretanto, deve-se observar o seguinte discurso "há apenas uma responsabilidade social nos negócios - trabalhar em atividades designadas para aumentar o lucro desde que continue-se nas regras do jogo". Sintetizando: procurar o lucro, levará a preços baixos, maior qualidade e outros serviços aos consumidores. Dado, este argumento, engenheiros em empresas agem eticamente de acordo com a prática ordinária dos negócios.
A visão minimalista predomina na atual prática de engenharia na maioria das empresas e das nações. Mesmo que o desenvolvimento verde ganhe a crítica, o negócio usual floresce. Dizem por aí: "engenheiros não podem ser educadores, nossos clientes não querem isto de nós".
Sendo assim, engenheiros que adotam a visão minimalista seriam somente obrigados a trabalhar contra o excesso de consumo se seus clientes, chefes e relevantes leis governamentais designassem padrões para reciclagem, conservação de energia e etc.
O segundo ponto de vista, é o de "cuidado razoável", no qual o engenheiro tenta ver as coisas da perspectiva daqueles em risco a alguma atividade. Enquanto a visão minimalista tenta se livrar da culpa, o cuidado razoável diz que engenheiros devem esforçar-se para procurar pelo bem-estar dos possíveis afetados. Isto iria requerer ações caracterizadas pela prudência e proporcionalidade, mostrando adaptação ao contexto inserido quando a tecnologia operará. Ou seja, causar mal seria evidência de falta de cuidado razoável.
Quão perto está a profissão de engenharia de preencher os requisitos do cuidado razoável durante a criação de alta tecnologia para uma sociedade globalmente consumista? Engenheiros exercitando um guia apropriado ao contexto de desenvolvimento tecnológico tentando desviar-se de efeitos indesejáveis antes que eles pudessem ser ampliados e rigidificados por difusão tecnológica. Ao invés disso, é amplamente reconhecido que estes engenheiros normalmente juntam-se a manada e com ela seguem.
Esta abordagem contrasta com a boa engenharia, na qual é baseada no aprendizado prudente advindo da experiência e gradualmente aumentando a escala. Todo engenheiro sabe que por fatores de ignorância é prudente fazer sistema de back-up ao conceber aeronaves. Ainda que outros profissionais da sociedade não tomam estas precauções ao realizar mudanças em projetos menos críticos.
Boa engenharia demanda que engenheiros usem estratégias de aversão à catástrofe ao projetar maquinário e infra-estrutura, como por exemplo torres de eletricidade, aeronaves e outros artefatos funcionam impressionantemente bem. As estratégias não preveniram totalmente os erros, claro, mas elas protegeram contra riscos inaceitáveis enquanto permitiam aprendizado e melhoras a custos aceitáveis. Mas dificilmente alguém, de dentro ou de fora da engenharia, tomou uma posição para o uso de estrategias protetoras contra os riscos da proliferação de artefatos generalizados.
Exemplificando com um processo: a sinergia entre compostos químicos permanece pobremente entendida e largamente não protegida. Mais genericamente, os artefatos/produtos funcionam como devem, mas a combinação destes artefatos com sistemas e o meio-ambiente, geralmente causam algum tipo de degeneração. Como por exemplo, as esplêndidas máquinas automotivas que se tornam cada vez mais uma ameaça a sustentabilidade das cidades.
A terceira abordagem ética é a de "O Bom Trabalho", definida como as ações "acima e além do dever". Esta abordagem não pede por atos santos. Requer apenas fazer o melhor possível em todas as situações. Mas se os engenheiros usarem esta abordagem, haverá redução do excesso de consumo? Willem Vanderburg defende que "engenharia preventiva" exigiria que engenheiros olhassem para fora de suas especialidades para evitar a colisão com a vida humana, da sociedade e da biosfera.
Isto pode ser uma previsão precisa quando se trata de técnicas de produção limpa, que são eliminadas gradualmente e não requerem demolição de caras plantas e equipamentos, mas combater o consumo excessivo mais genericamente estará muito mais difícil, eu suspeito. Por exemplo, será que muitos engenheiros estão se incomodando com a grande quantidade de itens produzidos, vendidos e eventualmente descartados em sociedades de consumo? Será que podemos imaginar engenheiros discutindo com executivos da Grow que as crianças já tem brinquedos demais? Ou alguma campanha de engenheiros aeroespaciais contra as viagens em jato adicional para frívolas convenções? Ou engenheiros civis se opondo a construção de novos hotéis para abrigar estes congressistas?
Seria muito difícil para os engenheiros manterem seus empregos caso se oponham ativamente às assimetrias existentes e excessos. Eles podem comprometer seus meios de subsistência, caso simplesmente se recusem a acelerar o excesso de consumo. descobrir como fabricar um item mais efetivamente, empacotá-lo de forma mais atraente e vender mais unidades do mesmo. Bons profissionais (visto pelos olhos dos seus chefes) são os que aceleram a produção e as vendas.
Para armazenar uma ampla variedade de itens, um mercado contemporâneo dos EUA possui aproximadamente o dobro do tamanho de uma geração atrás. Variedade de itens também incentiva a criação de lojas especializadas, como: lojas para marceneiros, para gamers, lojas que vendem piscinas, lojas de telefone celular, etc.
Proliferação e escala, por sua vez, trazem grande aumento de procedimentos e de tarefas de gestão. Ponto de serviço de digitalização, ponto de impressão, controle de estoque, software de verificação de crédito, caixas automáticos e cada loja destas é uma pequena indústria.
Trabalhar com o Bom Trabalho, seria ir contra a proliferação da variedade e quantidade destes bens de consumo. Desenvolver "X", iria requerer pensar no meio-ambiente, na sua durabilidade, na sua funcionalidade como serviço, na sua necessidade e por aí vai. Nem normas profissionais nem leis fazem estas tarefas de projeto uma responsabilidade dos engenheiros. A maioria dos empregadores são contra esta maneira de desenvolvimento.
Em suma, todas as três abordagens são problemáticas quando aplicadas ao excesso de consumo. A resposta minimalista é inadequada para o tipo do problema, a cuidado razoável parece boa no começo, mas é problemática ao tentar aplicá-la ao centro do excesso de consumo. E o bom trabalho vai além do que o engenheiro pode fazer para meramente manter seu emprego.
Abordagens alternativas.
Engenheiros, como seres individuais não são a grande causa do excesso de consumo, e portanto não podem ser a solução principal. Engenheiros trabalham com uma rede de restrições, como empregadores, gostos de clientes, politicas de governo e outras forças sociais. Além disso, a reestruturação da sociedade consumista envolveria biliões de pessoas de várias gerações na evolução da alta tecnologia para uma sociedade de mais baixo consumo. No entanto, a engenharia ainda desempenha um importante papel na acentuação deste problema e seria escárnio da parte dos comprometidos com a ética na engenharia, deixar suas mãos abanando e não fazer nada a respeito.
O problema é assustadoramente difícil e não há nenhuma fórmula mágica para resolvê-lo. Se a abordagem tradicional da ética na engenharia não irá funcionar contra o consumismo, então faz sentido pensar em outras alternativas. Eu proponho que tentemos reverter todos os quatro elementos centrais na abordagem tradicional.
Ao invés de enfatizar: 1) bom comportamento 2) em tarefas realizadas 3) individualmente por engenheiros 4) em seu local de trabalho. Vamos focar em 1a) discussão racional 2a) em tarefas opcionais 3a) como uma responsabilidade profissional coletiva 4a) fora do local de trabalho.
Ao invés de tentar especificar o que seria desejável do ponto de vista ético que engenheiros realizem em complexas e arriscadas situações, nós devemos investir com maior esforço em promover a discussão sobre o consumismo, pelo lado da engenharia e pelo lado do público. No seu melhor, a inteligência da democracia evolui de uma discussão racional, parcialmente porque discussões tendem a estimular o pensamento, preparar o caminho para negociações e eventualmente atingir uma medida de acordo em ações revisadas. Como poderia isto funcionar no caso do consumismo?
Considere o numero e o tamanho dos novos edifícios: maior altura, obviamente significa que mais materiais estão sendo usados, requerimentos de ar condicionado aumentam, e mais móveis são necessários para decoração. Casas menores, lojas menores e escritórios menores são então, uma passo essencial contra o excesso de consumo. Mas todos nós sabemos que isto seria um pesadelo para muitos empregadores e seus clientes. O que seria necessário para libertar do pensamento prevalecente ninguém bem entende, mas prolongada discussão é certamente um dos ingredientes.
O mesmo permanece verdade para o número de itens que uma pessoa possui. Reduzir as compras dos consumidores presumivelmente exigiria que os fabricantes reduzissem o numero de novos itens por ano, em conjunto com recolher itens que não estão mais em uso. Excelência na fabricação e no projeto deveriam ser mais importantes que o preço. Com menos ênfase na quantidade e na desnecessária variedade, vendedores e compradores começariam a encontrar produtos mais específicos: automóveis para climas onde a poeira é uma ameaça, seriam feitos diferentemente de carros para climas não agressivos.
Ao meu conhecimento, nenhuma associação profissional atualmente preocupa-se com questões de durabilidade, reparo, proliferação de novos produtos, ou outros aspectos de excesso de consumo. Mas padrões de processo em curso são comuns (ISO 9000, 14000), assim como de qualidade de produto (UL, ASME). Comitês de padrões técnicos já estão trabalhando em projetos que vão desde a privacidade na Internet até a segurança de operadores de tratores. Mas não há nenhuma padrão para manutenção e durabilidade.
Padrões técnicos também podem ser exigidos pelos governos, é claro. E é interessante pensar sobre como engenheiros poderiam trabalhar contra o consumismo. Computer Professionals for Social Responsibility (CPSR) e Union of Concerned Scientists (UCS) são organizações profissionais que estão promovendo pontos de vista para o bem do público. Entretanto, não é necessário concordar com propostas de um grupo particular para entender que uma sociedade governada pela tecnologia necessita de conselhos de experts da área técnica - e pequenas e focadas organizações podem catalisar a discussão de melhor maneira que grandes organizações como AIChE ou IEEE.
Oficiais do governo e o público necessitam de profissionais técnicos voltados ao lado do público para ajudar a contra atacar os lobistas pagos para oporem padrões governamentais sensíveis, como por exemplo, pára-choques resistentes à colisões de 5 milhas por hora, teriam prevenido U$36.000.000 em contas por colisões anuais. Mesmo que padrões de durabilidade tenham que ser inicialmente impostos sobre protesto de negócios, o resultado líquido seria relativamente neutro, aliviando todas as empresas do fardo de se preocupar com outras fazendo coisas menos duráveis e, portanto, mais baratas.
Também são necessários novos mecanismos para identificar "engenharias desfeitas" - inovações que merecem maior prioridade. Por exemplo, embora empresas de manufatura de automóveis produzam centenas de modelos diferentes, nenhuma delas possui um assento grande, confortável em um veículo que atingi mais que 24 milhas por galão. O Hipercarro da Amory Lovin's Rocky Mountain é um exemplo de iniciativa de como isto pode ser feito, mas um modelo mais replicável poderia combinar, experiência, visibilidade, legitimidade e investimento com sociedades de profissionais, academias nacionais de engenharia, universidades e corporações.
Implícito na discussão acima é o senso de que os profissionais de engenharia possuem vida além da sua estação de trabalho. Na nossa era, a maioria dos engenheiros podem ter até mais criatividade para opor o excesso de consumos em seus papeis como consumidores do que no trabalho. Por exemplo, engenheiros comportam-se como o resto da classe média em compra de casas e preenchendo-as com coisas. Poderiam eles ser capazes de exercer influência desproporcional se eles começassem a ver suas atitudes como uma maneira de conscientizar os outros sobre os seus comportamentos acerca do excesso de consumo? Acredito que a possibilidade de compensar em casa os obstáculos encontrados no trabalho merece uma maior investigação.
"Depois de cinco anos, donos de computadores possuem dificuldade em doar seus computadores. Em 1997 apenas, três milhões de computadores acabaram em aterros; em 2000, um bilhão de libras de hardware estão condenados ao lixo". Metais pesados e outros materiais perigosos vão parar em aterros quando um PC vira lixo, ao dono incorre gastos para a substituição, e aqueles com pouca acessibilidade vão ficando de lado (à medida que as máquinas ficam melhores). Cada um destes problemas poderia ser atenuado se profissionais de computação promovessem reciclagem e reuso:
1) Apadrinhe e diga aos outros sobre novas empresas desenvolvendo software para extender a vida
de PCs antigos, fazendo-os úteis para navegação na web;
2) Contribua com tempo e dinheiro em organizações tais como a Cristina Foundation, que conecta possíveis doadores de PCs usados com escolas e outras organizações trabalhando com incapazes em nações mais pobres;
3) Apresente em um comitê local instruções de como manusear e dispor computadores demolidos.
O Código de Éticas NSPE implicitamente apóia o acima segundo a advertência que "Engenheiros devem, a todo tempo lutar para servir o interesse público." Mais especificamente, "Engenheiros devem buscar oportunidades de participar em assuntos cívicos, orientação de carreira para jovens e trabalhar para o avanço da segurança, saúde e bem-estar de sua comunidade. Se neste código, deve-se fazer mais do que o mínimo, outras organizações profissionais precisam botar real esforço ao encorajar seus membros em deveres cívicos. A Australian Institution of Engineers, explicitamente promove sustentabilidade ao meio-ambiente, por exemplo. Lembrem-se de não utilizar os EUA como o padrão primário de comportamento.
Mais genericamente, organizações profissionais e escolas de engenharia devem indiscutivelmente lembrar-se de sua responsabilidade na luta contra o consumo excessivo. Eles não estão necessariamente sob os dedos dos empregadores; eles possuem mecanismos para estudar as grandes questões; eles podem mobilizar uma grande amplitude de conhecimentos especializados; e possuem acesso a oficiais do governo e da empresa. Suas iniciativas não precisam focar somente no negativo, porque a essência do bom projeto de engenharia é visionar melhores alternativas: carros que não enferrujam, acolhedoras pequenas casas, móveis duráveis, facilidade de manutenção, etc.
Contendo o Juggernaut
Em sumo, se o consumo excessivo é um grande risco como eu suspeito que seja, é imperativo que lutemos contra ele; ainda, pode-se admitir que a sociedade consumista é um Juggernaut, uma força excessiva impiedosa e imparável, e os meios para controlá-la parecem inadequados.
Quatro passos no entanto, podem ser realizados:
1) Estimular o raciocínio e a discussão acerca do consumo excessivo, sendo este na engenharia ou mais genericamente;
2) Focar em tarefas opcionais, não apenas nas obrigações;
3) Tomar uma abordagem coletiva ao invés de individual, ao esperar que escolas de engenharia e organizações liderem; e
4) Melhor que pensar que responsabilidades profissionais ocorrem somente no trabalho, deve-se visionar maneiras em que engenheiros ajam responsavelmente como civis e consumidores.
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